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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A importância, para a revolução, da luta contra o individualismo

Diante do retumbante fracasso do sistema capitalista e de sua promessa de uma economia globalizada sem crises econômicas, muitos companheiros perguntam por que, sendo o socialismo muito superior ao capitalismo e a nossa causa tão justa, não fazemos logo a revolução para acabar com esse odioso sistema econômico e político?
Para obter uma resposta precisa e correta para essa questão, é preciso, antes de mais nada,  analisarmos quais foram as principais condições que determinaram a vitória das revoluções socialistas que ocorreram no mundo.
“Quem debilita,  por pouco que seja, a disciplina férrea do partido do proletariado ajuda, de fato, a burguesia contra o proletariado.”   (V.I. Lênin)
Comecemos pela primeira e mais importante: a grande revolução socialista soviética de 1917. V. I. Lênin, líder e organizador do Partido Comunista Bolchevique da URSS, ao analisar uma das condições fundamentais para o êxito dos bolcheviques, escreveu:
“Seguramente agora quase todos vêem que os bolcheviques não teriam se mantido no poder, não digo dois anos e meio, mas nem sequer dois meses e meio, sem a disciplina rigorosíssima, verdadeiramente férrea, no nosso partido, sem o apoio mais completo e abnegado a ele por toda a massa da classe operária, isto é, por tudo o que ela possui de consciente, honrado, influente, capaz de atrair as camadas atrasadas. (…) Mas como se mantém essa disciplina no partido revolucionário do proletariado? Primeiro, pela consciência da vanguarda proletária e pela sua dedicação à revolução, pela sua firmeza, pelo seu espírito de sacrifício, pelo seu heroísmo.” (Lênin, O esquerdismo, doença infantil do comunismo).
Portanto, sem uma disciplina rigorosíssima do partido e sem o apoio incondicional de toda a massa, não é possível a vitória da revolução.
Um dos obstáculos para alcançar essa disciplina férrea no partido é, sem dúvida, o individualismo. Afinal, o Partido Comunista precisa ser construído no interior de uma sociedade  burguesa cujo princípio moral é “Primeiro cuida de ti, para depois pensar nos outros”.
Com efeito, como o capitalismo é um sistema econômico baseado na exploração do homem pelo homem, não é possível nele a melhoria da vida de todas as pessoas. Assim, para manter a ilusão nesse regime econômico, a burguesia procura convencer a maioria explorada de que o segredo do sucesso é “não se importar em pisar nas outras pessoas nem com o sofrimento de ninguém”.
Variadas são as formas, tais como filmes, novelas, canções, revistas e jornais, escolas e universidades, que a burguesia utiliza para propagandear essa sua moral. Por isso, é comum vermos reportagens na TV destacando pessoas que colocaram seus projetos pessoais acima de qualquer coisa e que “venceram na vida e hoje vivem felizes”. Não importa quantos ficaram infelizes para que isso acontecesse ou quantos trabalhadores ficaram desempregados, o que interessa é que aquela pessoa conseguiu seu objetivo: ficou rica! Ser feliz é sinônimo de ter muito dinheiro e de poder comprar o que quiser, inclusive, o amor.
Um exemplo sempre citado pelos meios de comunicação burgueses é o do bilionário norte-americano Bill Gates, dono da Microsoft, empresa proprietária do programa Windows.  Entretanto, nunca é dito que a Microsoft cresceu graças aos financiamentos recebidos do governo norte-americano, ao acesso que teve às pesquisas tecnológicas da NASA e do Pentágono e à proteção de seu monopólio. Sem esse “empurrãozinho”, Bill Gates em vez de ganhar fortuna e fama, teria sucumbido à concorrência internacional.
O culto ao individualismo
Também, para melhor cooptar para sua ideologia, a burguesia e seus porta-vozes promovem a exaltação do individualismo com afirmações como “o projeto pessoal é a coisa mais importante da vida de uma pessoa” e “os desejos e a vontade individual são sempre mais importantes que qualquer anseio coletivo”.
Mas seria possível alguém existir no mundo, se a sociedade não existisse? Como seria a vida desse ser humano se a humanidade não tivesse trabalhado coletivamente e milhões e milhões de pessoas não tivessem lutado e muitas doado suas vidas para que esse “eu”, ou seja, essa pessoa,  continuasse existindo?
Que tipo de felicidade é possível quando se sabe que a cada três segundos uma criança morre de fome no mundo, bilhões  de indivíduos  vivem privados de água e de trabalho e os “donos do mundo” diariamente promovem  guerras  e assassinam centenas de pessoas?
A essas perguntas, a burguesia responde com os versos da canção Epitáfio de Sérgio Brito, gravada pela banda Titãs:
“Queria ter aceitado / A vida como ela é/  A cada um cabe alegrias/ E a tristeza que vier… O acaso vai me proteger/ Enquanto eu andar distraído/ O acaso vai me proteger/ Enquanto eu andar…”.
Em outras palavras, as tristezas virão de todo jeito, não importa se o homem luta ou não. Então, posso só pensar em mim, ser egoísta, e dormir tranqüilo.
Infelizmente, em virtude das dificuldades da luta revolucionária e das privações que os revolucionários são obrigados a viver numa sociedade capitalista, alguns militantes terminam sendo atraídos por essa moral burguesa – e sua filha dileta, a ideologia pequeno-burguesa – e abandonam seus camaradas, o partido e a causa que juraram defender.
Para aliviarem sua consciência, ou a falta dela, dizem que “no partido comunista não se tem liberdade; um pequeno grupo decide tudo e não se pode ser como se realmente é.”
Levantam, assim, a bandeira da “liberdade”, mas não a da liberdade dos explorados, e sim a liberdade dos ricos explorarem os pobres e dos poderosos massacrarem os trabalhadores.
A nova moral 
Outra importante revolução socialista vitoriosa foi a revolução vietnamita, dirigida por Ho Chi Minh  e pelo Partido Comunista do Vietnam.
A revolução vietnamita derrotou primeiro o império japonês, depois, em 1945, o imperialismo francês e, na década de 70, impôs a mais profunda derrota já sofrida pelas poderosas Forças Armadas dos Estados Unidos da América.
Tio Ho, como era carinhosamente chamado pelo povo vietnamita, morreu no dia 3 de setembro de 1969, portanto, há quarenta anos, mas deixou vários artigos escritos sobre a necessidade de se imprimir um duro combate ao individualismo para o triunfo da revolução. Vejamos o que Ho Chi Minh escreveu em seu artigo A Nova Moralidade:

“Tendo nascido na sociedade antiga, cada um de nós conserva em si mais ou menos seqüelas dessa sociedade do ponto de vista da ideologia, dos costumes etc. O aspecto mais negativo e mais perigoso é o individualismo. O individualismo é o oposto da moral revolucionária. Por menos que reste ainda na pessoa, o individualismo espera a ocasião propícia para desenvolver-se e eclipsar a moral revolucionária, para impedir-nos a inteira devoção à luta da causa revolucionária.
O individualismo é uma coisa astuta e pérfida: atrai insidiosamente o homem (e a mulher) para uma descida fatal. Sabemos que descer a ladeira é mais fácil que subi-la novamente, por isso o individualismo é ainda mais perigoso.”  (A Nova Moralidade) 
Não é raro vermos companheiros dominados por esse individualismo. De repente, passam a se considerar tão bons que teorizam que o mais importante não é o partido, mas eles próprios. Quando criticados, lançam um ultimatum ao partido ou ao coletivo de que participam. Não importa se cometeram erros graves ou não, têm a certeza de que qualquer outro erraria mais, assim, merecem elogios.
Vaidosos, querem ser aplaudidos a todo instante e são contaminados por uma preguiça que os impede de estudar e de se perguntar o que podem aprender com os demais companheiros.
Muitas vezes se apresentam maravilhados de si mesmo e superiores a todos os camaradas. Uma vez ou outra dizem que ainda têm muito que aprender, mas o que pensam mesmo é que sabem mais que todos os membros do partido juntos.
Alguns desses camaradas chegam ao ponto de recusarem ir às reuniões, pois sabem que o coletivo irá discutir seus erros e criticar suas atitudes. Querem logo passar uma borracha e seguir adiante como se nada tivesse acontecido. Dizem para si próprios que na hora que quiserem não errarão mais, portanto, não é com eles que o coletivo deve-se ocupar.
É claro que, pouco a pouco, esse comportamento vai afastando esses companheiros do partido, uma vez que eles não se sentem mais obrigados a cumprir as decisões do coletivo e crêem que sozinhos podem encontrar soluções melhores que as adotadas coletivamente.
Esse comportamento individualista trabalha silenciosamente para debilitar a unidade do partido e é incompatível com a moral revolucionária.
De fato, uma condição para a vitória da revolução é exatamente a existência de uma profunda unidade de pensamento e de ação dos militantes.  Quanto mais coesão tem um partido, mais e melhor lutará esse partido.  A moral comunista está assentada na propriedade comum dos meios de produção, na força do trabalho coletivo e de que seus frutos beneficiem a todos e não apenas uma minoria. A humanidade chegou até aqui graças ao trabalho coletivo. Se dependesse somente de um homem e de seus interesses mesquinhos, a sociedade teria sucumbido há muito tempo.
Além do mais, a fome, a pobreza, a exploração, as guerras e a infelicidade existentes hoje no mundo são resultados de um sistema econômico baseado na propriedade individual dos meios de produção e numa moral que tem como máxima a filosofia do “ou saqueia teu próximo ou este saqueia a ti; ou trabalhas para alguém ou esse alguém trabalha para ti; ou és dono de escravos ou és escravo” (Lênin).
Na verdade, a luta contra o individualismo é uma das principais lutas ideológicas que o partido necessita travar no seu interior. Nesse embate, ele se desenvolve, aprofunda sua coesão e avança sua consciência revolucionária. Por isso mesmo, o partido não pode abrir mão de exigir dos seus membros a disciplina, a honestidade e a dedicação sem vacilação à causa revolucionária.
Porém, como adverte Ho Chi Minh, vivendo numa sociedade burguesa ninguém tem completa imunidade e “o individualismo espera a ocasião propícia para desenvolver-se”; logo, é indispensável que todos os militantes se mantenham vigilantes e dispostos a combater em si e em qualquer companheiro, o individualismo. Pois, só trilhando esse caminho revolucionário, construiremos um partido capaz de derrotar a ideologia burguesa e seus fundamentos econômicos e  construir uma sociedade fraterna e verdadeiramente feliz. Dito de outro modo, sem vencer o individualismo e a moral burguesa, o partido não é capaz de comandar o projeto coletivo de transformação social, isto é, realizar a revolução socialista.
Lula Falcão, membro do comitê central do Partido Comunista Revolucionário
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

A REFORMA LABORAL DO PP SERVE AO CAPITAL E GOLPEA SALVAXEMENTE AO POBO TRABALLADOR

O Goberno do PP, lacaio dos monopolios e do imperialismo europeo con
 centro en Berlín desencadea unha ofensiva brutal contra a clase
obreira e o pobo traballador.

A REFORMALABORAL É:

 • Abaratamento do despedimento.

• Rebaixa masiva dos salarios.

 • Vía libre aos Expedientes de Regulación de Emprego.

 • Novos mecanismos de sobreexplotación da mocidade obreira.

 • Máis cartos públicos (bonificacións) para a patronal.

• Ataque ás prestacións por desemprego.

• Privatización dos servizos públicos de emprego mediante as parasitarias ETTs.

• Ditadura empresarial nos centros de traballo en materia de xornada,
 salario e funcións.

• Liquidación dos convenios colectivos limitando a súa vixencia, na
 perspectiva da súa desaparición.

 Parte das reformas xa foran antes pactadas coa patronal e os
 dirixentes sindicais colaboracionistas.

Todas estas medidas van no camiño de abaratar aínda máis a forza de
 traballo e endurecer a ditadura da patronal. Máis paro, pobreza, unha
 mocidade sen futuro, unha infancia desnutrida, sobreexplotación da
 muller traballadora, milleiros de galegos e galegas durmindo na rúa…
 son o auténtico rostro do Capitalismo na nosa época.

Máis paro, escravitude laboral e guerra imperialista son as
“solucións” que nos impón o capital para resolver a crise estrutural
 do seu sistema podre e caduco.

O ataque aos salarios e aos dereitos continuarán mentres os
traballadores e as traballadoras non sexamos quen de erguer unha ampla
fronte obreira unitaria para derrotar as súas políticas.

O reformismo aposta por unha saída á crise dentro do marco
 capitalista, cando esta é imposíbel. A única salvación e o único xeito
 de garantir as necesidades básicas do conxunto da poboación, é
 mediante a expropiación dos monopolios, mediante a organización da
 economía en proveito da maioría traballadora e non dunha minoría
 capitalista.

 Cómpre responder a esta salvaxe agresión organizando a unidade e a
 loita sostida da clase obreira e o pobo pola derrota do sistema
 capitalista, pola saída do euro, da UE e a OTAN, pola conquista do
 poder para a maioría traballadora.

 Os e as comunistas de FORXA! e o PCPE traballamos por organizar e
 artellar a unidade da clase nunha soa fronte obreira clasista e
combativa, superadora da división en siglas sindicais e calquera outra
 falsa división da nosa clase, organizada desde os centros de traballo
 e os sectores produtivos, barrios e localidades, en comités e
asembleas, contra o Paco Social co inimigo de clase, pola unificación
 de todas as loitas obreiras, pola Folga Xeral.

 Os comunistas do PCPE e FORXA! chamamos a preparar a FOLGA XERAL DO
 VINDEIRO 29 DE MARZO celebrando asembleas, concentracións, mitins,
 manifestacións, axitando amplamente para acadar unha resposta masiva e
 unitaria da nosa clase ao ataque antiobreiro da patronal e os seus
 gobernos.

 Guerra á patronal e aos seus gobernos,

Guerra ao capitalismo!!

 A loitar para liquidar o réxime de explotación,

 FOLGA XERAL CONTRA O CAPITAL!!



 FORXA! (Colectivo Marxista-Leninista). http://aforxa.blogspot.com/
 PCPE-Comunistas da Galiza. http://www.pcpe.es/
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Gregório Bezerra

O camponês que, por mérito e esforço próprio, conseguiu romper os invisíveis grilhões que o prendiam a uma existência miserável; que, ao fazê lo, desenvolveu consciência crítica a respeito da circunstância de que ele, e milhões de seus antecessores e contemporâneos, eram explorados, não pelo capricho maior ou menor de indivíduos, mas por um sistema socialmente injusto e improdutivo; que, ao se conscientizar disso, optou por uma linha ideológica de ação revolucionária, tornando-se membro do Partido Comunista Brasileiro.


A meu ver, era errado aquele método de luta, de agitação pela agitação; achava que não se devia pintar as igrejas com desenhos de foice e martelo, nem com as palavras de ordem do Partido; e sustentava que não se devia atacar os padres e a religião publicamente, porque isso afastava cada vez mais o povo do Partido, principalmente a massa dos católicos, que era a maioria do povo cearense, quando muitos deles poderiam ser ganhos para as nossas posições. Sugeria que se cuidasse mais de organizar os trabalhadores nas células do Partido e se cuidasse mais das reivindicações dos trabalhadores e do povo; que se fizesse trabalho de massa nos bairros, antes que os integralistas o fizessem. Em resposta, os companheiros diziam que era assim mesmo, que tinha de cortar o mal pela raiz. Eu não me convencia de seus argumentos, mesmo porque não tinha nada contra a igreja e ainda acreditava na existência de um Ser Supremo. Participava daquele movimento agitativos mas ficava perturbado quando os oradores atacavam Deus. Além de perturbado, sabia que os integralistas e os padres iriam tirar proveito daquele linguajar, com a sua demagogia de " Deus, Pátria e Família". E em verdade tiraram, porque, enquanto nós nos isolávamos, eles ganhavam as massas. Inegavelmente, eles eram mais hábeis que nós, que éramos apenas agitadores e permanecíamos estagnados com nosso linguajar descabido.
( Gregório Bezerra )
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Bilbao. Esperança, força e razão a uma só voz.


 
Dia 7 de janeiro de 2012 a cidade de Bilbao, no País Basco, concentrará uma multidão de pessoas em uma manifestação histórica a favor dos direitos dos presos políticos bascos. Até o momento já foram registrados mais de 15 mil adesões. A sociedade civil basca aderiu à marcha e recebe apoio de agentes sindicais locais e de agentes internacionais importantes no processo de paz. A manifestação ainda recebe apoio de diversos sites e blogs que atuam em favor dos direitos humanos ao redor do mundo e terá a cobertura da imprensa internacional.
A sociedade basca e os partidos de esquerda independentista convocam o governo espanhol a um diálogo que resulte na instauração de um novo tempo político, aplicando uma política penitenciária que contribua com o processo de paz já iniciado com o cessar definitivo da luta armada por parte da ETA.
Quem são os presos políticos bascos?

Constitui-se, em sua maioria, de militantes de partidos de esquerda independentista e foram perseguidos pela polícia espanhola e francesa e denunciados por tais estados como “etarras” (membros da organização armada ETA – Euskadi ta Askatuta), sendo que a maioria nunca pegou em armas e não fazia parte da ETA. Tal perseguição iniciou-se durante a era fascista liderada pelo general Francisco Franco e a partir da criação da ETA e estende-se até os nossos dias, dada a condenação no ano de 2011 do líder independentista, Arnaldo Otegi, acusado de tentativa de reerguer o Batasuna, considerado o braço político do grupo armado, ETA. O estado espanhol não apresentou provas concretas contra Otegi que mesmo assim foi condenado a 10 anos de prisão em 2011 e encontra-se atualmente encarcerado.
A política penitenciária em números
Dos 665 presos políticos, apenas 15 sofreram condenação por derramamento de sangue, ou seja, por atos criminosos e terroristas.
Entre estes mesmos 665 presos, maioria recebeu condenações de mais de 100 anos de prisão.
Há ainda o problema da dispersão, ou seja, presos políticos cumprindo pena em cárceres localizados muito distantes das cidades onde vivem seus familiares, sendo que a lei espanhola estabelece que o preso deve cumprir pena na penitenciária mais próxima ao seu domicílio habitual. Hoje, apenas 8 presos cumprem pena em território basco, o que dificulta a visita dos familiares e amigos e gera gastos excessivos e transtornos de diversas ordens. Todos os demais presos encontram-se em cárceres espalhados em 71 estados diferentes.
É ainda previsto na legislação espanhola (através do que se denomina Terceiro Grau ou “Tercer Grado”) que, mediante boa conduta e cumpridos ¾ da condenação total, um preso possa receber liberdade, sendo que há inúmeros presos que atendem tais requisitos e não sabem sequer quando deixarão a prisão.
Representantes da Etxerat, associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos, alegam que, assim como acontece na prisão de Guantánamo, Abu Graibh, ou nas prisões de Israel, os presos vivem situações de isolamento e solidão profundas.
Outra exceção da lei carcerária espanhola é que o preso que sofra de doença grave poderá ter liberdade para estar com sua família, uma vez que as prisões são propícias a focos de enfermidades e a assistência médica que recebem é muito precária.
Tais benefícios penitenciários são oferecidos até mesmo a assassinos e ladrões, mas não aos presos políticos bascos.
A política penitenciária atual não afeta somente os presos.  Afeta todo o seu entorno social e afetivo. Há um desgaste físico e psicológico advindo das dificuldades e humilhações impostas pelo estado.
Euskal Herria está cheia de esperança para o ano de 2012. Que a paz se estabeleça também através das mudanças na política carcerária que hoje massacra os presos políticos bascos, familiares e amigos. Este é o passo mais importante no cenário atual depois do anúncio do fim das operações da ETA. O processo de paz exige exercícios concretos de todos os lados. Euskal Herria vem dando passos e estamos esperando que os estados espanhol e francês façam suas reflexões e atuem efetivamente no processo de paz, e nenhum esforço foi notado até o momento. Seguimos com esperança, no entanto.
Dia 7 de janeiro de 2012 a esperança, a força e a razão unir-se-ão a uma só voz que ecoará pelo mundo afora: AMNISTIA ETA EUSKAL PRESOAK ETXERA! Anistia e presos bascos em casa!

São Paulo, 6/01/2012
Mirian de Aguirre
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